O e-Change é um dos projectos
nacionais integrados na segunda fase da Iniciativa Comunitária EQUAL. Tendo como
preocupação central os actuais modelos atípicos de trabalho, o e-Change procura criar
figurinos integrados que compatibilizem a actividade profissional, a formação e o
exercício de uma vida social activa. Encontrar aspectos positivos nos percursos de
trabalho atípicos e formas de adaptabilidade torna-se o objectivo central para os
parceiros e para o projecto EQUAL e-change.
Para quê?
Sendo um projecto que se pauta por testar novas metodologias, com
uma forte componente reflexiva, foram definidos um conjunto de objectivos específicos:
Contribuir para consolidar as vantagens das novas formas de
emprego junto das populações mais vulneráveis;
Identificar novos modelos de partilha de Recursos Humanos;
Estruturar agrupamentos de empresas na partilha de Recursos
Humanos;
Identificar novas formas de representação dos
trabalhadores;
Formular novos modelos de alternância entre actividades
produtivas e não produtivas;
Melhorar os instrumentos e práticas de mediação
profissional;
Ensaiar novas propostas de conciliação entre a actividade
profissional a vida familiar e a participação cívica.
Para quem?
Vários são os alvos para a fase de disseminação:
Os activos em situação de vulnerabilidade, principalmente
mulheres que se encontrem em situações de instabilidade profissional;
Os profissionais da mediação e inserção
sócio-profissional para que com eles seja possível desenhar instrumentos para uma melhor
intervenção junto destes públicos;
Os empresários e responsáveis de Recursos Humanos que
podem contribuir para a construção de dispositivos de partilha de trabalhadores;
Estruturas governamentais de economia, emprego, segurança
social e qualificação, com entidades facilitadoras da reflexão e construção de
quadros mais flexíveis e complementares de alternância entre actividades.
Como?
Na fase actual de diagnóstico e montagem do projecto para a
Acção 2, adoptou-se por uma metodologia que programa o projecto num conjunto de
actividades:
Acompanhamento profissional de dez beneficiários, numa
lógica de co-tutoria que permita a reflexão sobre as suas trajectórias, enfrentando de
modo positivo, alternâncias nos ciclos profissionais, complementando actividades,
maximizando recursos e propondo quadros legais para o exercício das actividades.
Testar metodologias e instrumentos para desenvolver uma
tutoria partilhada eficaz. Procura-se conceber propostas para estruturas de mediação e
empresas sobre espaços de relação no sentido de facilitar a inserção em quadros que
ultrapassem as relações contratuais clássicas.
Conceber e testar um projecto de formação que se ajuste
às necessidades de qualificação deste público e que promova a possibilidade de gestão
individual dos processos de inserção articulados com actividades profissionais.
Promover oficinas de reflexão, envolvendo empresas e
trabalhadores, em torno da gestão do tempo, dos ganhos na actividade económica e dos
instrumentos de protecção social.
Criação de um serviço de partilha de trabalhadores em
part time para um agrupamento de empresas a constituir no âmbito do projecto.
Concepção, organização e animação de quatro workshops
de sensibilização/mobilização de responsáveis de Recursos Humanos sobre novos perfis
de emprego e potencialidades de novas formas de partilha.
Identificação, organização, inserção e acompanhamento
de um painel de trabalhadores em 10 empresas integrados numa metodologia de partilha
destes trabalhadores. Desenho de instrumentos e metodologias de apoio à partilha.
Formulação de propostas de alternância entre actividades
remuneradas, de formação e cívicas através da criação de novos instrumentos .
Construção de um quadro de propostas para novos modelos de
participação e representação dos trabalhadores cuja identidade profissional e
capacidade de se posicionar num colectivo são fracas.
Com quem?
O projecto conta com a INDE como entidade interlocutora e com uma
Parceria de Desenvolvimento que abrange cinco parceiros: as empresas JOCA -
metalomecânica e Modelo Continente, a associação de empresas AERLIS, a Fundação
Portugal Telecom e a Direcção Geral de Estudos, Estatísticas e Planeamento (DGEEP).