A região Sul da Guiné-Bissau, é das
mais deprimidas do país e os problemas de segurança alimentar fazem-se sentir ali com
particular acuidade. A situação de isolamento, decorrente da insuficiência e estado de
degradação da rede de estradas e da falta de operadores de cabotagem, dificulta o
escoamento das produções locais e impede um aprovisionamento adequado dos mercados.
Os recursos haliêuticos, constituem uma das maiores riquezas da
região. O Rio Grande de Buba em particular, representa para algumas espécies de grande
interesse como a Becuda, um ecossistema fundamental na reprodução, no
entanto, a fraca capacidade de intervenção das autoridades e dos pescadores locais,
torna estes recursos vulneráveis ao saque dos pescadores estrangeiros e põem em risco a
sua durabilidade.
A perda de algumas das áreas de arrozal mais produtivas em zonas
de maré (Bolanha salgada) face à decrescente disponibilidade de
mão-de-obra, a produtividade em baixa do arroz de sequeiro inerente ao encurtamento dos
ciclos de pousio e, o monolitismo do arroz como base da alimentação, são outros
factores que compõem o cenário de insegurança alimentar que se vive na região.
PARA QUÊ?
Melhorar a disponibilidade e acesso da população à
alimentação, intensificando e diversificando as produções hortícolas e da pesca em
bases duradouras.
Promover a diversificação dos hábitos alimentares, para diminuir
a dependência do arroz e melhorar a dieta.
Implicar os pescadores e autoridades locais na fiscalização e na
promoção de uma gestão durável dos recursos haliêuticos.
Reforçar as esferas de poder das organizações de base, promover
a capacidade de poupança e investimento e reforçar condições de viabilidade das
micro-iniciativas locais.
PARA QUEM?
Associações de pescadores, agrupamentos de mulheres de pescadores
e agrupamentos de horticultoras.
COMO?
1. Intensificação e diversificação da produção e consumo de
hortícolas;
Formação de horticultoras
Apoio em factores de produção
Divulgação de tecnologias de produção apropriadas
Acções de educação nutricional
2. Promoção da produtividade e durabilidade da pesca artesanal e
actividades associadas;
Formação de pescadores
Apoio em equipamentos de pesca
Apoio ao desenvolvimento de actividades de comercialização
e transformação de pescado
Fomento da gestão comunitária dos recursos haliêuticos
3. Reforço das organizações comunitárias de base
Alfabetização funcional
Publicação de folhetim participativo de reforço de
capacidades cívicas
Formação e assistência ao funcionamento das associações
de pescadores e agrupamentos de mulheres
Apoio à criação iniciativas de micro-finanças e sua
organização em rede
PARCEIROS
AMIN - Associação de Amigos da Natureza, DIVUTEC - Associação
Guineense de Estudos e Divulgação de Tecnologias Apropriadas, SNV - Holanda