Projecto Acácia
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Projecto Acácia

Existe uma multiplicidade de práticas profissionais, nomeadamente no espaço de intermediação, destinadas a facilitar a inserção profissional e social das populações mais frágeis, no quadro dos processos de exclusão social.

Considerando o investimento público que estas estratégias implicam e as formas de mobilização dos diferentes tipos de actores, é imperativo fazer um balanço objectivo das diferentes abordagens, identificar as estratégias que promovem impactos positivos, avaliar as diferenças e as inovações que antecipam. Acácia propõe-se simultaneamente, a criar os instrumentos que possam constituir um valor acrescentado na acção destas estruturas e, permitir a saída de um registo de senso comum, com os efeitos perversos que lhe estão associados.

Objectivo Geral

Aprofundar o conhecimento das funções e dos modos de funcionamento das estruturas de intermediação, no domínio na inserção profissional, contribuindo para uma maior eficácia dos dispositivos.

Objectivo Específico

-     Associar actores diferentes – agentes-intervenientes em contextos socio-económicos distintos e de natureza diversas - a uma reflexão/produção de procedimentos operacionais relativos a funções de intermediação sobre o mercado de trabalho.

-    Produzir instrumentos metodológicos destinados intervenientes que têm por natureza e função a relação directa com as populações mais vulneráveis, numa perspectiva de relação com o mercado de trabalho.

-    Clarificar as funções de diferentes profissões emergentes no campo da intermediação, nos sectores público e privado.

-    Definir e clarificar estratégias de associação e de articulação com o sector económico.

Metodologia de trabalho

Para atingir os objectivos que elegemos como prioritários, propomo-nos a:

Constituir três eixos de parceria:

  1. O grupo central será constituído pelas três organizações promotoras europeias – INDE para Portugal, CEE, no quadro francês e, Ayuntamiento de Girona, no caso espanhol.
  2. O Fórum do projecto reagrupará os principais parceiros, o grupo promotor e as parcerias locais, i.e., empresas, instituições públicas, associações, colectividades locais.
  3. Um Comité de acompanhamento do projecto, constituído pelo grupo central e os representantes nacionais das instituições públicas, associações empresariais, federações de associações de desenvolvimento e sindicatos. Este Comité está incumbido de apoiar a reflexão, indicar as instituições nacionais no debate e mais tarde, facilitar a integração dos resultados do projecto nas práticas correntes das instituições.

O grupo promotor deverá definir em cada pais, as práticas correntes das estruturas de mediação - natureza e introduções que potencializam -, a relação com o sector económico e participação efectiva das populações mais desfavorecidas neste processo.

Propomo-nos a seguir um conjunto de 100 pessoas (entre os três países envolvidos) ao longo da intervenção - Acácia. Apartir deste processo conseguiremos acompanhar no terreno, diversos momentos de integração, i.e., acolhimento, intermediação, condições de integração e pós-integração e, articulação com o sector económico. Este trabalho de investigação-acção será acompanhado por uma reflexão sobre os dois níveis de parceria, visando a confronto de perspectivas dos diversos actores e simultaneamente, a analise e perspectiva das práticas, instrumentos e políticas em diferentes Estados-Membro e a nível comunitário.

Os estágios de curso prazo (entre 3 e 5 dias) permitirão à generalidade dos parceiros, conhecer os procedimentos e projectos que integram boas práticas, questionar estes projectos e reflectir sobre os resultados   – tudo isto, num quadro de confronto entre as boas práticas e as sua próprias experiências. A disponibilidade para integrar outros parceiros e actores ao longo do projecto é uma prioridade desde do início reconhecida.

A partir destes contextos territoriais e socio-económicos específicos e diversificados mas relativamente, representativos da multiplicidade europeia, procurar-se-á o apoio de um largo espectro de actores locais e nacionais. Aliás, esta premissa constitui um elemento determinante que permitirá associar a um trabalho de investigação e de produção de instrumentos ajustados à procura e às necessidades reais dos actores e dos mercados locais de emprego.

Inicialmente, reportamo-nos a:

Marne la Valée (França) – Uma nova cidade em França, a este de Paris, com cerca de 100 000 habitantes. Território de um grande dinamismo económico marcado pela presença da Euro-Disney e de grandes agrupamentos económicos como por exemplo, Nestlé France mas igualmente, de numerosas pequenas e médias empresas que resultam na criação de um significativo volume de emprego, nem sempre muito qualificado.

Girona (Espanha) – Dos 2300 desempregados que circulam no centro da cidade (4050 quando centramos atenções no perímetro urbano), 48% são desempregados de longa duração e 73% não ultrapassam o nível de educação primárias. Podemos portanto afirmar que, o desemprego em Girona apesar de fraco ao nível quantitativo, é na verdade, extraordinariamente severo do ponto de vista qualitativo.

Odemira (Portugal) – Desde 1960 que o concelho rural de Odemira, situado na região sudoeste de Portugal, regista um fluxo migratório considerável. Entre 1960 e 1991, Odemira perdeu 40% da sua população. Aliás, algumas aldeias perderam mesmo, cerca de 60% da sua população.

Loures (Portugal) – O concelho é facilmente definido pela diversidade de contextos característicos de algumas zonas periféricas dos grandes centros urbanos, nos países do Sul da Europa, a saber, uma significativa industrialização na zona ribeirinha, uma malha densa de pequenas e médias empresas na periferia que toca a zona Norte de Lisboa e paralelamente, um peso significativo da actividade agrícola na zona Norte do concelho.

Difusão dos resultados e acções

Os resultados que nos propomos concretizar:

-     Edição de um livro em três línguas, sobre a evolução do projecto e análise comparativas dos sistemas de intermediação, de forma a aprofundar e compreender os seus efeitos e melhorar as competências e eficácia.

-     Edição de um guia metodológico, com sistema de fichas, para utilização pelas estruturas de intermediação.

-     Fórum de apresentação do projecto e dos parceiros transnacionais.

-     Seminário final de conclusão.

-     Envio de comunicados de imprensa aos media locais, regionais e nacionais.

-     Página da web.

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