Timor
Home Quem Somos Projectos Edição Actualidade Ligações
BotaoDonativos.gif (219 bytes)

 

 

Arquivo.gif (651 bytes)
1999

 

- 27 de Dezembro de 1999 -

Os media em Timor

A restauração dos media em Timor foi tema de uma conferência realizada em Bangkok (Tailândia), no dia 14 de Dezembro com o apoio da UNESCO e da SEAPA (South Est Asian Press Alliance). Promessas de apoio financeiro de 1 milhão de US dólares foram feitas pela US Aid e a fundação Konrad Adenauer, para a implementação de um programa que visará, nomeadamente, a formação dos jornalistas, a reconstrução dos emissores e estúdios de rádio, a constituição de um quadro jurídico para os media e o apoio ao lançamento de um jornal independente.

Representantes do CNRT e da UNTAET participaram na conferência, organizada depois de uma missão de avaliação da UNESCO em Díli, que constatou a destruição quase total das infra-estruturas dos media em Timor.

Mais informações:
http://www.unesco.org/webworld/news/991215_timor.shtml

 

- 14 de Dezembro de 1999 -

Timor: o Secretário Geral da UDT dá
Sugestões

Reconstruir Timor : a tarefa é imensa. A INDE publicará, no início de 2000, um livro com contribuições de autores timorenses, portugueses e australianos. Desde já, iremos propôr no sítio web da INDE vários extractos dos vários capítulos em preparação. Domingos de Oliveira, Secretário Geral da UDT, dá aqui sugestões para um modelo económico em Timor.

Como será este país governado, quais os seus sistemas de economia, educação, saúde, etc, a serem adoptados num futuro Timor independente, para a construção de uma sociedade timorense justa? Eis as perguntas mais prementes que certamente ja surgiram ou surgirão em muitos de nós.
Gostaria de as responder cabalmente com o único objectivo de contribuir também nesse campo já que se aproxima o termo da luta que ao longo destes vinte e cinco anos muitos de nós travámos pela libertação nacional.
Mas porque me falta preparação técnica necessária permito-me tão só o que penso sobre os diversos sectores relacionados com um Timor independente.

(...)
Começo pelo sector económico. Um dos factos mais chocantes de Timor Leste, durante a administração portuguesa foi o atraso e a estagnação económica. A Indonésia levou a efeito um programa que em ultima analise em nada beneficiou o povo timorense. Este programa indonésio teve por principal objectivo criar condições para militarmente subjugar a resistência e uma das suas primeiras nefastas consequências foi a destruição florestal. De certa forma Timor recuou economicamente.

Assim, torna-se fundamental e inadiável o desenvolvimento das fontes de produção, a curto, médio e longo prazo, devendo os investimentos futuros concentrar-se em empreendimentos reprodutivos. Qualquer programa de desenvolvimento económico de Timor devera ter em consideração situações análogas de outros países pequenos da Ásia Oriental e do Pacifico, como Fiji, Singapura, Tonga, etc., os quais de pobres e atrasados durante a administração colonial se tornaram depois economicamente fortes e influentes. Não se quer com isso dizer que as bases económicas de um Timor independente sejam uma copia servil do que foi feito nos referidos países que deverão servir apenas de pontes de referência ou de inspiração.

Vivendo uma parte razoável da população timorense de agricultura e tendo em vista que a invasão e a ocupação indonésias destruíram em certo sentido a estructura social agraria no território, o governo de um futuro Timor independente deverá de imediato levar a efeito:

• Uma acção enérgica no planeamento de uma agricultura de acordo com as necessidades do povo;
• Incitamento a participação activa de toda a população, sem qualquer distinção social, económica ou étnica, a tempo inteiro ou parcial, nas actividades agraria e/ou pecuarias;
• Diversificação de culturas;
• Repovoamento florestal e cultura racional do café;
• Fomento de pequenas obras de irrigação e hidráulica agrícola, tais como construção de açudes, canais de irrigação;
• Política anti-latifundista mediante a limitação de concessões a consignar em legislação própria;
• Culturas essencialmente destinadas a exportação

Esse governo deverá ainda ter em vista as carências mundiais de produtos cujos preços sobem constantemente e assim zelar pela auto-suficiência tanto quanto possível, procurando reduzir os artigos de luxo e os supérfluo, utilizando com parcimónia e disciplina os dinheiros públicos e introduzindo industrias dimensionadas aos consumos internos.

Apesar de tantas promessas de ajuda voluntária, de subsídios ou empréstimos de juros ínfimos e a longo prazo e de tantos outros apoios técnicos, humanitários e financeiros, os primeiros anos de um futuro Timor independente serão certamente bem difíceis e exigirão de todos nós, timorenses, sacrifícios enormes de que não nos podemos furtar. Creio, no entanto, que todo o nosso empenho e sacrifícios serão compensados se os responsáveis pelo governo da futura republica puserem em pratica algumas estratégias come bases do desenvolvimento económico. Dada a economia do espaço, enumero apenas os seguintes:

1. A aprovação de planos integrados nos condicionalismos timorenses e que, dentro de um regime democrático, contribuam para o desenvolvimento de todo o país, com fundamento em:

  1. Aproveitamento do apoio externo, come fonte criadora da riqueza nacional ;
  2. Apoio as pequenas e medias empresas;
  3. Estimulo de cooperativismo, visando a produção, o consumo, a distribuição e a comercialização;
  4. Repressão severa aos crimes de natureza económica;
  5. Política de credito, eliminando situações de privilegio, mas beneficiando sempre sectores de maior interesse nacional;
  6. Nacionalização das estruturas de produção sempre que os superiores interesses do pais o exigem;
  7. Reconhecimento "ab initio" da propriedade privada come fonte criadora da riqueza, mas sujeita a nacionalização sempre que tal imponham os altos interesses nacionais;
  8. Utilização da extensão rural como processo de desenvolvimento integral das populações;
  9. Severo controle e limitação das saídas legais do capital para o estrangeiro.

2. Campanhas escolares dando a conhecer ou incentivando:

  1. O amor a terra e arvore, base actual e futura da economia de Timor;
  2. b- A noção da produtividade;
  3. A necessidade de austeridade orçamental a todos os níveis;
  4. A aversão aos consumos supérfluos;
  5. A colaboração com o Estado na denúncia do crime.

3. Redução de importações.

Como já frisei, não sou nenhum técnico ou perito em assuntos económicos. Por isso mesmo poucas estratégias por mim avançadas constituem apenas sugestões pessoais para medidas imediatas, no sector económico.

Ao falarmos da economia de um Timor Leste independente temos que nos referir a exploração petrolífera e a existência de gás natural no subsolo e mar de Timor. Claro que o petróleo, o gás natural, o mármore, ouro, prata e outros metais existentes em Timor são riquezas fabulosas que aos timorenses pertencem. Companhias indonésias e australianas, tem vindo a explorar o petróleo no mar de Timor, come consequência do tratado que os Ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países, Austrália e Indonésia, assinaram ha dez anos para o efeito. Claro que, quando Timor se tornar independente, em termos de direito internacional, a Indonésia perdera o direito a exploração, passando certamente Timor a compartilhar essa grande riqueza com a Austrália.

Com esse sumário se vê claramente que Timor Leste esteve estagnado durante a administração portuguesa, sofreu danos incalculáveis relacionadas com a degradação ambiental resultante da desflorestação de grandes áreas, durante esses vinte e cinco anos de ocupação indonésia.

Mas não e um pais pobre. Tanto mais que Timor possui paisagens de beleza rara e empolgante o que constitui uma das bases mais solidas para futuras indústrias turísticas, outra fonte de riqueza de um futuro Timor independente .

Importa agora que num futuro muito próximo todos os timorenses contribuam para o seu desenvolvimento, cujos benefícios serão usufruídos por todos os habitantes da jovem republica.

E para isso será imperiosa uma distribuição equitativa das riquezas de Timor. Por mim não quero ver um Timor Leste em que as riquezas estejam apenas concentradas em meia dúzia de indivíduos ligados a multinacionais!
(...)

© inde 1999

 

Domingos de Oliveira nasceu em Laclubar, em Timor Leste, oriundo de uma família nobre. Foi educado na Escola Primária de Soibada e seguiu depois para o Seminário Jesuíta "Nossa Senhora de Fátima" em Dare, fora de Díli. Fez estudos superiores em Macau, no Seminário de S. José, onde se especializou em Filosofia, Humanidades e Sociologia. Trabalhou mais tarde como funcionário público no departamento de alfândega em Díli e foi membro fundador da União Democrática Timorense (UDT) depois da revolução portuguesa de 1974. Após a ocupação militar de Timor, por parte da Indonésia, Domingos Oliveira e a sua família foram obrigados a fugir para a Austrália em 1980, onde lhes foi atribuído o estatuto de refugiados. Hoje, Domingos Oliveira é Secretário-Geral da UDT e membro do Conselho Nacional da Resistência Timorense.

Domingos.jpg (7348 bytes)

 

- 30 de Novembro de 1999 -

Timor:
O problema da tortura

Reconstruir Timor : a tarefa é imensa. A INDE publicará, no inicio de 2000, um livro com contribuições de autores timorenses, portugueses e australianos. Desde já, iremos propor no sítio web da INDE vários extractos dos vários capítulos em preparação. O primeiro é consagrado ao problema da tortura, da autoria da jornalista australiana Jill Jolliffe.

Na reconstrução de Timor Leste, uma das principais considerações dos planejadores deverá ser o problema da tortura e das violações. A saúde física, psicológica e da comunidade foram severamente afectadas pela prática regular de tortura contra cidadãos timorenses por parte do Exército Indonésio, entre 1975 e 1999. Nem a reconstrução da economia nem o estabelecimento de uma administração civil e do sistema democrático poderão ser alcançadas com sucesso, se a magnitude deste problema não for reconhecida e as medidas curativas iniciadas.

(...)
Donaciano Gomes foi preso a 5 de Novembro de 1989 a mando de Brigadeiro-General Muliady, o comandante baseado em Mali, na zona leste da Indonésia, iniciou os ataques de violência na residência do bispo, agredindo-o com os punhos e com um cacetete.
Os jovens foram divididos em dois grupos e Gomes foi então levado para o quartel-general de KOPSKAM na Rua Formosa em Díli.
A pressão de organizações de direitos humanos como a Amnistia Internacional tinha levado a que todos os prisioneiros fossem sujeitos a um processo legal e este caso parecia ser um ponto de viragem, já que tinha obedecido a todos os parâmetros legais exigidos, com mandatos de captura formais, depoimentos ouvidos e assinados e consequente investigação baseada nestes. O juiz investigador era o Tenente-Coronel Naingolan, que se tinha deslocado de Jacarta para esse efeito.
A primeira fase do interrogatório durou duas semanas e tinha por objectivo extrair uma confissão base do prisioneiro. Nesta fase, Donaciano foi agredido, pontapeado, atacado com coronhas de pistolas, golpeado com uma ponta de faca, queimado com cigarros, submergido num tanque cheio de excremento e ameaçado com armas carregadas, apontados ao seu peito e testa.
A segunda fase procurou "verificar" a confissão forçada. Nesta fase, esteve sujeito a duas formas de choques eléctricos. A primeira através de um carregador que era accionado por uma manete e a segunda administrada numa cadeira especialmente desenhada para esse efeito, onde o prisioneiro praticamente despido era preso pelos punhos e tornozelos e onde aplicavam-lhe eléctrodos pelo corpo todo. Cinco soldados Kopassus assistiram à tortura sob a direcção de Naingolan e chamaram à tortura o "gira-discos" porque, segundo eles, quando se carregava no botão, o prisioneiro "dançava".
Se o novo enquadramento jurídico representou um avanço na observação dos direitos humanos, a única diferença, em termos práticos, para a vítima era que agora a pessoa que rodava a manete para aplicar choques eléctricos, era um juiz em vez de um simples soldado.
Desde então Naingolan tem sido identificado pelos outros refugiados como um dos comandantes do massacre de Maubara em 1976, onde a população chinesa dessa cidade costeira foi totalmente dizimada.
Gomes foi mais tarde libertado após alguma pressão por parte do Embaixador norte-americano mas, no seu último período de encarceramento, teve uma rara visão do horror que era o sistema prisional e de tortura indonésio. Esteve detido durante três meses no quartel-general de KOPSKAM, com alguns estudantes e por volta de 30 outros prisioneiros trazidos do mato, entre civis e membros das FALINTIL. Estes prisioneiros devem ter sido classificados como prisioneiros de categoria A, porque o tratamento a que estavam sujeitos não tinha fim:
"Fomos sujeitos a espancamentos, imersões em tanques de excremento. Por vezes abriam as portas a soldados vindos de missões de combate no mato, e deixavam-nos espancar-nos. Eles chegavam ao entardecer, totalmente equipados e começavam a bater-nos. Gritavam: ‘Estamos à procura de comunistas. Afinal, estão aqui em Díli e não nas montanhas!’ Entre os outros prisioneiros estavam mulheres que nos disseram serem violadas. Havia uma mulher de Iliomar, uma linda mulher, cujo marido tinha sido um comandante de guerrilha e que tinha sido morto no mesmo momento em que ela fora capturada. Ela foi mantida num quarto aparte, onde foi violada e que engravidara, supostamente de um Capitão Bimo..."
(...)

© inde 1999

 

Jill Jolliffe, jornalista australiana radicada em Portugal, e há vários meses em Timor e na Austrália onde é correspondente da Visão, escreveu sobre a questão da tortura um capítulo da publicação em curso de edição. Publicamos aqui um extracto deste trabalho, cuja versão completa já está a ser utilizada pelas tropas australianas da Força Internacional da ONU como instrumentos de formação.

 

- 25 de Novembro de 1999 -

Alentejo solidário com Timor

Venda de Natal por Timor

A Delegação Regional do Alentejo do IEFP vai organizar de 1 a 10 de Dezembro uma venda de Natal, em Évora, cuja receita reverterá a favor de Timor Lorosae.

Esta venda de produtos executados nas acções de formação profissional que decorrem ou decorreram nesta região irá ter lugar na Pousada da Juventude (antigo Hotel Planície). A Delegação Regional do Alentejo do IEFP convida todos os interessados a concretizar mais esta ajuda solidária a favor de Timor Lorosae.

Para mais informações, contacte:
IEFP
Delegação Regional do Alentejo
Rua do Menino Jesus, 49
Apartado 2072
7021 ÉVORA CODEX
Tel.: 266 760 500
Fax.: 266 760 523

Vamos construir uma escola em Timor!

"Uma Escola por Timor Lorosae" é o tema da campanha de solidariedade lançada por um grupo de jovens de diversas freguesias do Alentejo, no âmbito do projecto "Todos ao Largo !" da ESDIME.

A primeira acção desta campanha é uma venda de postais de Natal, desenhadas por jovens e crianças das freguesias de Messejana, Ervidel (concelho de Aljustrel), Semblana (concelho de Almodovar), Entradas, Lombador (concelho de Castro Verde) e Odivelas (concelho de Ferreira do Alentejo)

O objectivo desta campanha é a angariação de fundos para a construção de uma escola em Timo Lorosae por "ser um projecto de futuro e porque a educação é a chave para reconstruir uma sociedade."

Contacto:
ESDIME Área Jovens/Educação
Rua do Engenho, 10
7600 Messejana

Tel.: 284 655 274
Fax.: 284 654 000

 

- 11 de Novembro de 1999 -

Em memória de Santa Cruz

No dia 12 de Novembro, às 21 horas, vai-se realizar uma vigília em memória das vítimas do Massacre de Santa Cruz em frente à Delegação da ONU em Lisboa (Hotel Sheraton). Vamos acender uma vela por Timor.

 

- 18 de Outubro de 1999 -

Os Médicos do Mundo em Timor

A presença dos Médicos do Mundo Portugal em Timor não termina com a ajuda de emergência. A ideia é preparar um apoio mais alargado, na área da reabilitação e do desenvolvimento, que se estenderá para além da situação actual. É nesse sentido que os MDM Portugal vão enviar para o território a sua Directora de Projectos, Sandra Ferreira.

Um dos projectos internacionais que tem mobilizado, nos últimos meses, o trabalho dos Médicos do Mundo Portugal, é a sua presença em Timor. Uma presença que já se fazia sentir antes do referendo e que se reforçou com o eclodir do conflito.

Tudo começou em Maio deste ano após uma primeira missão exploratória ao território. A ideia era desenvolver um projecto em torno de quatro vertentes: apoio alimentar, medicamentoso, cuidados de saneamento básico e prestação de cuidados de saúde, em parceria com a ordem religiosa dos Salazianos. O projecto foi aprovado, com o financiamento da ECHO (agência para as Questões Humanitárias da União Europeia) e em Julho começou o trabalho efectivo no território, da responsabilidade da técnica irlandesa Emma Warick (na altura, não eram emitidos vistos a portugueses).

Nesta fase, grande parte do trabalho foi feito na angariação de fundos para a compra de alimentos e medicamentos para os timorenses que começavam já a refugiar-se nas igrejas e nas clínicas. Estava também preparado para partir um técnico de saneamento básico que não chegou a sair, devido ao desenrolar dos acontecimentos. A responsável do projecto manteve-se no território, até o local da sua residência e de trabalho terem sido atacados. Tornou-se então insustentável a sua permanência no território e os MDM Portugal evacuaram para Darwin.

Neste momento os MDM Portugal contam com uma equipa de dez pessoas, a que se acresce os contratados locais, que se dividem entre a Clínica de Aimutin em Díli e a assistência médica, através de uma unidade móvel, na região de Lautem (Los Palos). A equipa é constituída por médicos, enfermeiros, e responsáveis pela logística. Nos próximos quinze dias, está prevista a partida de mais cinco portugueses, entre os quais uma técnica de laboratório que irá montar um laboratório para análises e dar formação técnica. Entretanto, parte já para Timor, a Directora de Projectos da MDM Portugal, Sandra Ferreira, que irá avaliar as actividades desenvolvidas até ao momento e preparar novos projectos para o futuro.

O contacto com os MDM Portugal em Timor é mantido diariamente via telemóvel, telefone satélite e e-mail. "As situações de emergência são sempre imprevisíveis, pode surgir uma situação nova, podem os próprios profissionais sentirem-se esgotados e terem de regressar, pelo que há permanentemente pessoal disponível para partir" diz-nos Rui Portugal, Presidente da MDM Portugal.

Segundo Mário Ferreira, da MDM Portugal, os problemas de saúde mais sentidos são da área médica, e não da cirurgia. Abundam casos de subnutrição, de febres, disenteria, malária e alguns surtos de tuberculose: "para duas equipas de 4 pessoas verem 200 doentes num só dia, pode-se ter uma ideia do que ainda há para fazer" adianta.

Esta associação pensa ficar em Timor, uma vez terminada a situação de emergência. A ideia é a MDM Portugal assumir a responsabilidade do apoio médico na província de Los Palos.  

Para saber mais sobre a actividade dos Médicos do Mundo Portugal, pode contactar:
Rua Frederico Perry Vidal, Bloco 9 – 1º
1900 – 240 Lisboa
Tel.: (351) 21 849 18 35
Fax.: (351) 21 849 18 44
http://www.medicosdomundo.pt
E-mail: mdmportugal@mail.teleweb.pt

 

- 8 de Outubro de 1999 -

Assine uma petição contra os criminosos de guerra em Timor Leste

A Faculdade de Direito da Universidade Nova disponibilizou, no seu sítio da internet, uma petição contra os criminosos de guerra que actuaram em Timor Leste nas últimas semanas. Se acha que os culpados devem ser julgados, assine em:

http://www.fd.unl.pt/cgi-bin/wwwfd-bin/email.pl

 

Linha.gif (73 bytes)

 

Refugiados integrados à força nas milícias

Milícias integracionistas estão a recrutar timorenses nos campos de refugiados. Estes "campos de concentração" são o teatro de várias violações dos direitos do homem. Segundo a Amnistia Internacional, que obteve informações junto de fontes de Timor Ocidental, também se suspeita que se nega comida aos timorenses que se mostram desejosos de regressar a Timor-Leste. Por outro lado, os relatos noticiam que militares indonésios capturam refugiados nos campos para depois serem executados.

Num documento, que também denuncia estas violações, a Oikos enumera as diversas partes de um plano indonésio, cujo finalidade parece ser um verdadeiro "genocídio de timorenses".

 

- Setembro de 1999 -

Solidariedade com Timor
Ajuda Humanitária

 

OIKOS

A OIKOS, em contacto constante ao longo do ano com o Bispo Ximenes Belo e com a CARITAS local contribuiu com o envio de medicamentos e material médico assim como no apoio às comunicações via satélite. Agora, face ao desastre, a OIKOS apoia de imediato o primeiro envio de ajuda humanitária, em parceria com o Comissário para o apoio à Transição em Timor Leste.

A primeira equipa da OIKOS parte nos próximos dias para a Austrália, e logo que possível para Timor Leste.

Face à enormidade do desastre humanitário lançamos um apelo às ONG internacionais parceiras da OIKOS e apelamos à solidariedade dos cidadãos que queiram contribuir para esta acção de ajuda humanitária.

Esta acção que a OIKOS agora lança depende da solidariedade dos cidadãos que generosamente se unirem a nós com os seus donativos. Para isso a OIKOS abriu uma conta de solidariedade com Timor Lorosae:

333 3 333.23 da Nova Rede
NIB: 003300000033333332305

Os donativos recebidos nesta conta, ou enviados para a sede da OIKOS, destinam-se à compra de medicamentos, ajuda alimentar e bens de primeira necessidade, bem como a custear as despesas de recursos humanos e logísticos.

Para mais informações é favor contactar:

João Fernandes
Gabinete Projectos
OIKOS, Cooperação e Desenvolvimento
Tel.: (351) 21 882 36 30 / 48
Fax: (351) 21 882 36 35
E-mail: dep.projectos@oikos.pt
http://www.oikos.pt

 

Médicos do Mundo

A organização Médicos do Mundo-Portugal (que pertence à Rede Internacional de Médicos do Mundo) está em Timor-Leste desde o dia 1 de Julho, com um projecto de ajuda alimentar e médica. Vários médicos foram enviados. Por razões de segurança, não foi tornada pública esta acção. No dia 9 de Setembro, a coordenadora deste projecto, que se encontrava em Díli, foi evacuada para Darwin, após um ataque feroz às clínicas e às instalações da Cruz Vermelha. A situação em Timor já era débil, no que respeita também à prestação de cuidados de saúde, mas agora é alarmante. Os voluntários portugueses e espanhóis decidiram permanecer em Darwin para preparar as condições de regresso e continuar o apoio humanitário.

A organização apela a todos os portugueses, principalmente médicos, enfermeiros e profissionais de saúde, que queiram voluntariar-se, para que contactem:

Médicos do Mundo
Rua Frederico Perry Vidal, Bloco 9, 1º Piso
1900-024 Lisboa
Tel.: 21 849 18 35
E-mail: mdmportugal@mail.teleweb.pt
http://www.medicosdomundo.pt/

Todos os que queiram contribuir com donativos:

Caixa Geral de Depósitos, agência das Olaias
Médicos do Mundo
Conta nº 0035 0551 00006315 231 65

Público, 12/09/199

 

Linha.gif (73 bytes)

 

O mundo rural solidário com Timor

As Associações de Desenvolvimento Local que, em Portugal estão a implementar o Programa LEADER, lançaram uma grande campanha de solidariedade com Timor que se consubstancia no seguinte:

• Subscrição, nos respectivos territórios, de um manifesto de solidariedade com o povo de Timor, a ser entregue junto da Presidência da República, da Missão das Nações Unidas em Portugal e na Embaixada dos Estados Unidos da América, Sexta dia 10 de Setembro;

• Disponibilidade junto do Alto Comissariado para Timor do movimento do desenvolvimento rural em Portugal para protagonizar qualquer movimento de angariação de fundos não perecíveis para o povo de Timor;

• Sensibilização de toda a rede LEADER europeia para o problema de Timor;

• Disponibilização do Know How sobre a actividade de desenvolvimento local em meio rural para a reconstrução de Timor e para a edificação desse grande país que virá a ser Timor Loro Sae.

 

Ver o manifesto de solidariedade com o povo de Timor

 

Linha.gif (73 bytes)

 

Se quiser pode consultar o sítio da UNAMET em Díli e ouvir as últimas emissões da rádio UNAMET em RealAudio, ver as últimas declarações de Kofi Annan, ler o texto do acordo ONU-Portugal-Indonesia, etc.

http://www.un.org/peace/etimor/etimor.htm

Voltar a
Timor

 

LinhaHome.gif (553 bytes)

LogoIndePetit.gif (498 bytes)

Av. Frei Miguel Contreiras, 54 - 3º • 1700-213 Lisboa • Portugal
Tel.: (351) 21 843 58 70 • Fax: (351) 21 843 58 71
E-mail: inde@inde.pt