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- 5 de Março de 2008 -

Dia da Mulher na Cozinha da Terra

No dia 8 de Março, a Cozinha da Terra, ponto de degustação da gastronomia tradicional guineense, vai realizar um evento especial em honra da mulher, com animação do grupo cultural “Nivaquina”.

Como ementa será servido Peixe grelhado, caldo de chabeu com galinha da terra, poportada de folha de mandioca e mariscos.

Informações e reservas
Bairro Belém. Las Palmeras
Apartado 667
Guiné Bissau
Tel: +245 25 63 64
Telm: +245 680 31 13
E-mail: espacodaterra@gmail.com

 

- 23 de Novembro de 2007 -

Seminário Boas Práticas da Comunicação “Media e Justiça”

“As boas praticas da Comunicação” é o lema do seminário que vai reunir em Canchungo jornalistas de Rádio e autoridades políticas da região.

A realização do workshop é promovida pela INDE - Intercooperação e Desenvolvimento em parceria com o Observatório da Liberdade da Imprensa e da Ética Jornalística da Guiné-Bissau.´

O referido seminário vai decorrer em Canchungo nos dias 29 e 30 de Novembro, reunindo dirigentes e jornalistas de 8 Rádios Comunitárias da província norte, nomeadamente Rádio Babock, Oler Abaand, Rádio Viva de Bula, Rádio Balafom, Rádio Kassumai, Rádio EVA, Rádio Djalikunda e Rádio Sol Mansi.

Ao lado dos jornalistas, o evento vai contar com a participação dos responsáveis oficiais da região, entre os quais os representantes dos Tribunais de Sector de Canchungo, Bula, Ingoré, S. Domingos, Farim, Mansoa, Bissorã, Nhacra, Safim e Quinhamel, o comité de estado de Cacheu e as autoridades tradicionais de Canchungo.

A iniciativa organizada pela INDE coloca-se no quadro do Projecto “Palavras para o desenvolvimento”, pretendendo melhorar o relacionamento entre os poderes públicos e os profissionais da comunicação.

Objectivo dessa acção é a criação de um espaço de diálogo que favoreça a efectiva participação dos media no processo de desenvolvimento do País e na formação da opinião pública.

A fim de dar seguimento à iniciativa, as recomendações do debate vão culminar na publicação de um caderno pedagógico sobre as boas práticas de comunicação social, focando os elementos chave da boa governação em relação aos media.

 

- 8 de Agosto de 2007 -

Médico Guineense em Portugal

No âmbito do projecto Acção Vida contra a SIDA, a INDE convidou o Dr. Adamou Djibo a vir a Portugal, para lhe dar a conhecer o funcionamento de algumas organizações que trabalham a na área da luta contra o VIH/SIDA no nosso país.

Ao longo da sua permanência o técnico de saúde guineense terá a oportunidade de conhecer várias organizações portuguesas e seus representantes. Entre estes destacamos os equipamentos da Santa Casa da Misericórdia em Lisboa (Casa S. Maria Madalena, Casa de Madre Teresa de Calcutá e Residência de Santa Rita de Cácia) e igualmente as instalações da Comissão Nacional de Luta contra a SIDA, do Centro de Aconselhamento e Despistagem da Fundação Nossa Senhora do Bom Sucesso  e do Grupo Português de Activistas sobre tratamentos de VIH/SIDA (GAT), entre outros.

A colaboração do Dr. Adamou com a INDE teve início em 2006 no âmbito do projecto Crianças Trabalhadoras das ruas de Bissau, no qual o técnico prestava, a título gratuito, assistência médica às crianças de rua que a INDE acolhia. Actualmente, o Dr. Adamou será reponsável pelo arranque do Centro de Aconselhamento e Despitagem (CAD) que a INDE está a criar em Bissau, assim como pela formação das equipas de apoio domiciliário a pessoas VIH+ que vivem na capital.

O contacto com estas organizações portuguesas é fundamental para uma partilha de práticas e experiências na luta contra o VIH que, embora seja feita em realidades muito diferentes, possa levar a colaborações e partilha de recursos que venham a beneficiar as pessoas que mais sofrem. O Dr. Adamou Djibo estará em Portugal até final de Agosto e regressará à Guiné Bissau para poder iniciar o funcionamento do CAD da INDE em Bissau. 

 

- 25 de Julho de 2007 -

INDE distinguida pela Fundação Glaxo Smith Kline
Combate à SIDA na Guiné recebe Prémio

Apresentação dos Projectos Vencedores no âmbito da Investigação/Intervenção contra a SIDA em África vai realizar-se no dia 26 de Julho.

A Fundação Glaxo Smith Kline premiou a INDE – Intercooperação e Desenvolvimento, pelo seu projecto Apoio à Vida contra a SIDA, na Guiné-Bissau.

Este projecto criou, pela primeira vez no país, grupos de apoio domiciliário para a prestação de cuidados paliativos. Dirigido prioritariamente às pessoas que vivem com VIH/SIDA e respectivas famílias, às mulheres (jovens e adultas) de famílias pobres, às crianças órfãs devido à SIDA e suas famílias de acolhimento, o projecto pretende criar: 9 grupos comunitários de jovens activos na educação inter-pares e sensibilização contra o VIH/SIDA; 3 grupos de apoio domiciliário a 100 famílias com pessoas infectadas; alfabetizar ou inserir no percurso educativo crianças órfãs devido à SIDA.

A Guiné-Bissau mantém-se como um dos mais pobres países do mundo descendo para o 173º lugar no ranking IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) entre 2000 e 2004 (PNUD, 2006). O profundo desconhecimento face ao VIH/SIDA faz com que seja urgente intervir junto da população.

O projecto Apoio à Vida contra a SIDA nasce de uma oportunidade criada pela Fundação Glaxo Smith Kline das Ciências de Saúde. Em 2005, a Fundação financiou um projecto pioneiro de sensibilização contra a SIDA, abrindo uma linha de intervenção que se tornou prioritária na estratégia de luta contra a pobreza que a INDE – Intercooperação e Desenvolvimento vem implementando na Guiné desde 1999.

A experiência adquirida pela INDE nos projectos de cooperação e de luta contra a pobreza na Guiné-Bissau levou a tomar a Luta contra o VIH/SIDA como prioritária. A intervenção inicial pôde ser melhorada e amplificada através da captação de financiamentos de outras entidades, como o Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, a Fundação Calouste Gulbenkian, a União Europeia e o Banco Mundial (via Secretariado Nacional de Luta Contra a SIDA guineense).

 

- 27 de Abril de 2007 -

Jornalistas guineenses debatem problemática da liberdade de imprensa

A Comissão Instaladora do Observatório da Liberdade de Imprensa e Ética Jornalística da Guiné-Bissau (OLIEJ) promove no próximo dia 3 de Maio, no Centro Cultural Português de Bissau, um seminário de reflexão acerca dos desafios e ameaças que a imprensa do país atravessa.

No encontro, com início marcado para as nove horas, será apresentado um “Memorandum sobre a liberdade de imprensa e a ética jornalística no país” seguido de uma palestra sobre o mesmo tema, proferida pelo jurista guineense Carlos Vamain.

A iniciativa, que serve de apresentação do projecto do OLIEJ terá lugar na mesma data em que se assinala o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

A INDE associa-se ao evento através do projecto “Palavras para o Desenvolvimento” que prevê nos seus objectivos, entre outras coisas, “o apoio institucional forte às organizações profissionais” e o “reforço das capacidades dos média locais, para assegurar o direito das populações a participarem no processo de desenvolvimento.”

O OLIEJ nasceu da iniciativa de um grupo de profissionais de diversos órgãos de comunicação social guineenses, que se dizem “preocupados com a persistência de pressões, tentativas de manipulação e manifestações de censura nos média do país”.

No documento de apresentação do organismo, a Comissão Instaladora anuncia duas grandes linhas de acção: “defender a liberdade de imprensa, o direito à informação e o pluralismo de opinião” e “velar pela correcta utilização das normas éticas e deontológicas da profissão.”

O plano de actividades para os próximos tempos da Comissão Instaladora do OLIEJ prevê a elaboração, discussão e aprovação dos estatutos da organização, a realização da assembleia constitutiva e a criação de estruturas ao nível das diferentes regiões da Guiné-Bissau.

A liberdade de imprensa na Guiné-Bissau está consagrada na lei desde 1991, mas as violações são recorrentes por parte do poder político e militar. Diversos acontecimentos demonstram que esta liberdade não é vivida a 100% pelos jornalistas guineenses. Os profissionais apontam como “períodos difíceis” a guerra civil de 1998/99 e o mandato presidencial de Kumba Yalá.

 

- 23 de Fevereiro de 2007 -

INDE dá os primeiros passos para a criação de um serviço de apoio domiciliário para pessoas que vivem com VIH/SIDA em Bissau

A INDE - Intercooperação e Desenvolvimento em parceria com a REJE - Rede de Jovens Educadores, realizaram entre os dias 13 e 17 de Fevereiro uma acção de formação profissional para agentes de apoio domiciliário na área do VIH/SIDA. Esta acção enquadra-se no projecto “Mais acção prá’VIDA contra a SIDA”, financiado pelo STNLS e pelo IPAD, e constituiu um primeiro passo para a criação de um serviço comunitário de apoio domiciliário a pessoas que vivem com VIH/SIDA.

A formação beneficiou trinta mulheres, encarregadas de educação de crianças trabalhadoras enquadradas pelos parceiros e estão organizadas em três grupos de apoio domiciliário, conforme o bairro de residência. A acção dos grupos cobre os bairros de: Sintra, Nema, Pefine, Amedalai, Plubá I e II, Flefé, Antula, Cupilun de Cima e de Baixo, Missira e Pessak; podendo abranger outros geograficamente próximos.

Nesta primeira fase da formação, as mulheres exploraram os conceitos, as missões, o perfil e os procedimentos dos agentes em prestação de cuidados domiciliários. Estas competências vão ser reforçadas na semana que decorre de 26 Fevereiro a 2 de Março, com um estágio no S/Cida Alternag (Centro de Informação Despiste e Apoio).Imediatamente após essa semana de estágio, será iniciada a prestação dos cuidados domiciliários nos bairros.

A implementação do serviço será realizada em articulação com entidades que desenvolvem actividades de aconselhamento, diagnóstico e apoio já existentes (S/Cida Alternag e Associação Céu e Terra), tendo como público alvo numa primeira fase 50 famílias com pessoas a viver com o SIDA por elas identificados como mais vulneráveis.

Numa fase posterior prevê-se a criação de um serviço de aconselhamento diagnóstico e apoio que funcionará no Centro Social das Crianças Trabalhadoras de Bissau, serviço esse essencialmente dirigido aos jovens trabalhadores e, que funcionará em articulação com a prestação de cuidados domiciliários.

 

- 20 de Março de 2006 -

Trabalho das rádios comunitárias e seus radialistas na Guiné-Bissau, premiado com o apoio da INDE

Realizou-se a 16 de Março em Bissau, integrado no Festival “Ondas de Cidadania” e Encontro das Rádios Comunitárias da CPLP, onde as organizações intervenientes assinaram a "Declaração de Bissau". Organizado conjuntamente pela RENARC (Rede Nacional das Rádios Comunitárias da Guiné-Bissau), AD (Acção para o Desenvolvimento) e ACEP (ONG portuguesa – Associação para a Cooperação entre os Povos), a cerimónia de atribuição dos prémios “José Henriques”.

A INDE, no quadro do projecto “Palavras para o Desenvolvimento” onde intervém com financiamento da UE e IPAD em parceria com a RENARC no apoio às rádios comunitárias como forma privilegiada de promover o desenvolvimento participado e sustentável, solidarizou-se com a iniciativa apoiando a primeira edição do prémio.

Os prémios “José Henriques” são atribuídos sob a égide da RENARC, tendo por objectivo estimular o engajamento social e profissional das rádios comunitárias em prol de uma informação isenta, participativa, completa e rigorosa, do debate político, social e cultural.

As distinções premeiam o trabalho das rádios em três categorias: cultura de paz, cidadania e ambiente, e o trabalho dos radialistas nas categorias inovação e carreira. O valor dos prémios varia entre os 200 mil FCFA (~300€) nas categorias colectivas e 150 e 100 mil (~230 e 150€) nas categorias individuais carreira e inovação respectivamente.

Num universo de 22 rádios comunitárias e muitas centenas de radialistas, os premiados desta primeira edição foram:

-   Rádio Djalicunda, pelo seu trabalho na promoção da cultura de paz na região Oio (Norte) povoada por etnias com interesses rivais, propensas a conflitos;

-    Rádio Kassumai, pela acção de promoção da cidadania nas comunidades da zona de São-Domingos (Noroeste) fronteiriça com o Senegal, e;

-   Rádio Papagaio, pela acção na defesa do meio ambiente e promoção da gestão durável dos recursos naturais na zona do Parque Natural das Lagoas da Cufada e Rio Grande de Buba, região de Quinara (Sul).

Nas rubricas individuais foram distinguidos dois jovens da Rádio Voz de Quelélé (Bairro periférico de Bissau). Miguel João Cansado Lima foi destacado na categoria inovação, enquanto Liberdade dos Santos, jovem pioneira no panorama dos media comunitários, que se iniciou na Rádio Quelélé onde foi a primeira locutora feminina e que desempenha actualmente a função de pivot na estação de televisão comunitária daquele bairro, foi agraciada com o prémio carreira.

As classificações foram decididas por um júri composto por 6 pessoas respeitadas publicamente pela sua idoneidade, cultura, profissionalismo e reconhacidas como intelectuais de referência (Muniro Conté – acessor de imprensa PNUD, Mussá Baldé – jornalista LUSA/RFI, Macária Barai, Maria Rosa Robalo Rosa – Ex. Primeira Dama, Nelson Dias – UICN e Abdulai Silá – Escritor).

Os trofeus associados ao prémio designam-se “Nimbas” e são estatuetas em pedra representando uma escultura típica da etnia Nalú que materializa o espirito da fertilidade feminina.

O prémio deve o seu nome ao Engenheiro português José Henriques, que trabalhou na Guiné Bissau ao Serviço do ICAO, como assistente técnico. Este homem dedicou parte da sua vida e todo o seu entusiasmo e competência à promoção de tecnologias de comunicação adaptadas ao desenvolvimento da Guiné-Bissau. Foi graças à sua acção no período da abertura política ao multi-partidarismo e à liberalização económica que foi criada com o apoio da ONG AD em 1994 a primeira Rádio Comunitária do país a Rádio Voz de Quelélé.

A próxima edição terá lugar dentro de dois anos.

Declaração de Bissau

Reunidos de 13 a 19 de Março de 2006, representantes das Rádios Comunitárias e ONG da CPLP

Declaram:

- Que as Rádios Comunitárias são fundamentais no processo de democratização das comunicações e de inclusão social dos sectores sociais menos favorecidos
- Que as verdadeiras rádios comunitárias promovem a educação, saúde, consciência ambiental e o protagonismo das mulheres e dos jovens.
- Que é notória a mudança de cenário nas comunidades nas quais as rádios funcionam, criando um ambiente de cidadania e de participação popular.
- Que em alguns países da CPLP, por pressão das emissoras privadas ou de partidos políticos no poder, as rádios comunitárias são reprimidas, fechadas e, em alguns casos, os seus integrantes são presos ou multados.
- Que ao mesmo tempo, muitos Ministérios das áreas sociais (Educação, Saúde, Meio Ambiente, etc.) destes mesmos Governos utilizam as rádios comunitárias para as suas campanhas sociais, o que não deixa de ser uma forma de reconhecimento e relevância destas emissoras

Propõem:

- Que os governos dos países nos quais existe repressão às rádios comunitárias, seja imediatamente suspensa essa pratica autoritária
- Que nos países em que ainda não existam rádios comunitárias sejam criadas condições políticas e legislativas para estimular o desenvolvimento deste modelo democrático de radiodifusão
- Que as rádios comunitárias sejam apoiadas pelos governos dos nossos países, como emissoras fundamentais na promoção da pluralidade, inclusão social e promoção da qualidade de vida
- Que a rádio comunitária seja tratada pela legislação dos países como abraço de garantia do direito de comunicar, como direito humano básico
- Essas emissoras, para o pleno exercício do direito acima citado, não devem ter restrições para o acesso ao microfone, independentemente dos diplomas de jornalismo ou radialismo
- Que a rádio comunitária seja reconhecida como instituição do terceiro sector da comunicação, com gestão colectiva e democrática.
- Que os governos dos nossos países garantam critérios democráticos de autorização da frequência para as rádios comunitárias
- Que as rádios comunitárias da CPLP, promovam uma permanente política de intercâmbio e construção colectiva
- Que as rádios da CPLP se unam às emissoras dos demais países para o fortalecimento do movimento mundial pelo direito à comunicação

Bissau, 19 de Março de 2006

 

- 8 de Março de 2006 -

Sete anos com a Guiné-Bissau

A INDE intervém na Guiné-Bissau desde 1999, em projectos de desenvolvimento que abrangem diversas áreas, desde o desenvolvimento comunitário, formação, reforço das capacidades individuais e colectivas, promoção de tecnologias de informação e meios de comunicação e sensibilização a vários níveis.

Encontra aqui disponível para download, um documento que resume toda a intervenção da INDE nestes últimos 7 anos, em prol da melhoria das condições de vida, na luta contra a pobreza e na defesa dos direitos fundamentais, como a dignidade, solidariedade, liberdade e justiça. Pilares pelos quais nos pautamos nos nossos projectos, como é o caso das “Crianças trabalhadoras das ruas de Bissau”, “Palavras para o desenvolvimento” e todos os outros que encontra descritos neste documento.

Faça aqui o download do documento (formato PDF)

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