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RELEASE
Alguns
Países da UE expostos por manipularem os números da Ajuda
Bruxelas, 3 de Abril de
2005: antecipando as conversações vitais que terão lugar na próxima semana entre os
Ministros dos Negócios Estrangeiros dos Estados Membros da União Europeia (UE) sobre se
a UE atingirá as metas estabelecidas para a Ajuda, as ONG criticamos Estados Membros
chave (Reino Unido, França e Alemanha) por inflacionarem os números da Ajuda. As ONG tem
meios de demonstrar que um total de 12,5 Mil Milhões de Euros da rubrica do orçamento
europeu para a Ajuda Humanitária de 2005 não resultaram em mais dinheiro para a
redução da pobreza mas foram dispendidos no cancelamento da dívida, acolhimento de
refugiados e educação para estudantes estrangeiros nas universidades europeias. No seu
briefing, a coligação de organizações europeias e Plataformas nacionais, representando
centenas de ONG por toda a Europa, apelaram aos governos dos Estados Membro da UE para que
cumpram os compromissos que assumiram e definam novas normas para garantir que o
cancelamento da dívida não tenha lugar à custa de nova ajuda aos Países em
Desenvolvimento.
No ano passado, os Governos
europeus assumiram um compromisso histórico de aumentar substancialmente a sua ajuda aos
Países mais pobres e acordaram em alcançar a meta das Nações de Unidas de afectar 0,7%
do Rendimento Nacional Bruto (RNB) ao combate á pobreza extrema até 2015.
No seu briefing, as ONG
congratularam alguns Países como a Suécia e o Luxemburgo pelos seus elevados níveis de
Ajuda e pelo reduzido inflacionamento dos números da Ajuda.
No entanto, a maioria dos
Estados Membros estão a aumentar contabilisticamente os seus níveis de Ajuda, ao
considerem como Ajuda aquilo que não verdade não é, avisam as ONGD no briefing.
França, Alemanha e o Reino Unido aparecem como os Países cujos Governos mais
inflacionaram os seus números da Ajuda, com respectivamente 3,50 Mil Milhões, 2.,96 Mil
Milhões e 2,26 Mil Milhões de Euros dispendidos em cancelamento da divida, acolhimento
de refugiados e educação para estudantes estrangeiros nas universidades europeias. As
ONG também afirmam que é muito pouco provável que cumpra as metas acordadas e que
despende menos na Ajuda do que alguns dos bastante mais pobres novos Estados Membros da
UE. Esta chamada de atenção surge na véspera reunião em Paris, do Comité de Apoio ao
Desenvolvimento (CAD) da OCDE, em que serão discutidos os números oficiais da Ajuda de
2005.
Alguns Países
Europeus estão a inflacionar artificialmente os números da sua Ajuda ao incluírem
valores que não representam mais e novos fundos para os Países em Desenvolvimento. Nós
desafiamos esses Governos a limparem os seus relatórios de Ajuda de modo a cumprirem as
metas que definiram com novos fundos autênticos. O que os Países em Desenvolvimento
precisam é de mais fundos de ajuda para salvar vidas e não para os doadores salvarem a
reputação, disse Hetty Kovach, da Rede Europeia para a Dívida e Desenvolvimento
(Eurodad) em nome desta alargada coligação de ONG.
Alguns dados chave:
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O Reino Unido, França, Alemanha e Itália juntos contam com a
desconcertante soma de 8.47 Mil Milhões de Euros para o alivio da dívida ao Iraque e à
Nigéria como parte da Ajuda Pública ao Desenvolvimento (APD)
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A Áustria, que actualmente preside à UE, terá inflacionado os
seus números da Ajuda em cerca de 50% em 2005
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Itália está preparada para não cumprir os seus compromissos no
que diz respeito à percentagem de RNB afecto à APD e o nível oficial da sua APD está
perto do nível dos novos Estados Membro como Malta, Eslovénia e República Checa.
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O valor provisório da APD portuguesa em 2005 é de 367 Milhões
de Dólares Norte Americanos, o que representa 0,21% do RNB.
A credibilidade da UE
como líder mundial na Ajuda aos Países mais pobres, está mais pobre está em risco. As
ONG estão a fazer o que podem para que, os respectivos Países, cumpram os compromissos
internacionais que assumiram disse Han Verlayen em nome da Plataforma Belga.
Embora seja tecnicamente
possível de acordo com as regras da OCDE, alguns dos Governos dos Estados Membros da UE
contabilizarem o cancelamento da dívida como parte da APD, tal prática vai contra o
acordo das Nações Unidas assinado em 2002 em Monterrey. Este acordo defende que o
cancelamento da dívida seja financiado para além e não à custa da Ajuda Pública ao
Desenvolvimento (APD).